Veterinário explica como identificar e diminuir o estresse do pet
O estresse e a ansiedade são sentimentos que podem acometer os humanos, mas também os animais. Os sintomas podem ser sutis, no entanto, a longo prazo, seu aumiguinho pode ser prejudicado de maneira significativa. Por isso, o RioMar Recife conversou com o veterinário João Marcelo Figueiredo para explicar quais são os principais sinais de estresse e ansiedade que seu cão pode apresentar e o que pode ser feito para evitar ou aliviar os sintomas.
É importante destacar ainda que, mesmo com todas as dicas que serão apresentadas a seguir, uma consulta com o veterinário não é descartada, tendo em vista que fatores específicos da rotina e até do temperamento do seu cãozinho podem influenciar diretamente em seu comportamento, tornando uma consulta um fator importante para o diagnóstico e tratamento personalizado.
Como reduzir o estresse animal no dia a dia?
O RioMar Recife realizou um bate-papo com o veterinário João Marcelo Figueiredo sobre estresse e ansiedade entre os cães. João atua nos eventos realizados no PetMar, um parque voltado para os cães localizado no estacionamento externo, próximo a Diagmax. Ele explica para fica sempre atento aos sinais sutis que os cães apresentam ao conviver e brincar no espaço e sempre procura orientar os tutores sobre cuidados e ações preventivas a serem tomadas.
Durante a conversa, João relata ainda que alguns cães não estão acostumados desde cedo a frequentar uma praça ou parque com outros animais e esse fator pode deixá-los extremamente animados, o que ocasiona em consequências maléficas para o animalzinho. “Nesse momento de animação extrema, o dono tem que ter o pulso firme para poder controlar o animal. Porque muitos deles se animam tanto que termina acontecendo acidentes, como as mordeduras.”
Entre os sinais de animação extrema, o veterinário alerta para observar se o animal está com o olho bem arregalado, a respiração muito intensa, desorientado e emitindo sons como latido. “É nessa hora que você tem que ter calma, pegar e controlar o cão com a imposição de voz para saber controlar o animal.”
O estresse térmico é outro ponto de alerta que o veterinário destaca. Então, é importante conhecer o biotipo do seu cão e deixá-lo ainda mais confortável com a hidratação e temperatura adequada, além de observar sinais de dificuldade respiratória e excesso de saliva.
“Outra situação também que a gente sempre fica de olho é o estresse térmico. Alguns cães, como os braquicefálicos da raça pug e Shih Tzus, não conseguem fazer uma troca respiratória digna e que mantém a boa temperatura. Então, os estresse térmico aumenta o ritmo cardíaco, a dificuldade respiratória, podendo ter como consequência até um desmaio. Então a gente fica sempre olhando. E quando vejo um animal que está muito animado, babando muito, a gente pede para aspergir um pouco de água fria na boca, colocá-lo em um local mais frio e colocar uma toalhinha com água um pouquinho fria no abdômen para fazer a queda da temperatura.”
O veterinário sinaliza ainda que o estresse térmico quando não tratado e negligenciado pode ocasionar em uma parada cardíaca. Por isso, é de suma importância monitorar seu pet e ficar em alerta aos sinais que ele pode dar.
Ansiedade: 3 ações para auxiliar o pet ansioso
Como uma forma de alerta, o veterinário João relatou três sinais que fogem da ansiedade, tida como normal, para o pet em um passeio. Confira:
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1º ação para auxiliar o pet ansioso
O primeiro indício de ansiedade pet é o comportamental. É possível ver que seu cão fica muito eufórico, não controla e, às vezes, não escuta nem o próprio tutor. Então você já começa a ver. Começa com tremores e rigidez, porque ele fica muito animado e também começa a babar excessivamente. É neste momento que você deve tentar levar seu pet para um lugar mais calmo e tentar acalmá-lo.
Se não conseguir, então você deve tirá-lo do passeio e levar para casa para deixá-lo relaxar um pouco.
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2ª forma de combater a ansiedade pet
Existe também o trabalho de correções psicossociais com adestradores para poder condicionar esse animal a ter um passeio tranquilo. Isso porque muitos pets não estão acostumados com esse excesso de informações.
Quando um cão chega em uma praça tem um excesso de cheiro, são vários animais e o pet termina ficando muito animado. Então existem correções que podem ser feitas para isso, que é um tipo de educação.
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3ª maneira de ansiedade a ser combatida
Outro sinal de ansiedade é quando os animais começam a se lamber no mesmo local. A dermatite por lambedura é quando o pet começa a lamber em pontos do seu corpo até criar feridas. Isso geralmente é por estresse, por falta de gastar sua energia.
Esse comportamento é muito comum em raças mais esportivas, como o border collie. Então, o tutor precisa gastar essa energia do pet. Algumas das formas de gastar essa energia é levá-lo em um circuito agility, como o do PetMar, além de passear por ruas e praças.
O que fazer com o cão ansioso na rotina
O dia a dia em casa é uma rotina muito parada e o cão não consegue ativar todos os seus sentidos. Então, é recomendado aquele passeio pela manhã, pelo menos 30 minutos. No passeio o cachorro desenvolve o seu faro e conhece novos cheiros, além de, claro, gastar sua energia. Outro bom horário para passeio é no final da tarde, após 17h, quando o sol está ameno e a temperatura torna-se agradável para o seu pet.