Veterinário explica como identificar e diminuir o estresse do pet

Publicado em 03/02/2026 às 16:11 | Atualizado em 04/02/2026 às 8:32

O estresse e a ansiedade são sentimentos que podem acometer os humanos, mas também os animais. Os sintomas podem ser sutis, no entanto, a longo prazo, seu aumiguinho pode ser prejudicado de maneira significativa. Por isso, o RioMar Recife conversou com o veterinário João Marcelo Figueiredo para explicar quais são os principais sinais de estresse e ansiedade que seu cão pode apresentar e o que pode ser feito para evitar ou aliviar os sintomas.

Close-up de um Shih-tzu bege e branco no colo de uma pessoa; o cão usa uma coleira laranja e olha atentamente para a câmera.
Close-up de um Shih-tzu bege e branco no colo de uma pessoa; o cão usa uma coleira laranja e olha atentamente para a câmera. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife

É importante destacar ainda que, mesmo com todas as dicas que serão apresentadas a seguir, uma consulta com o veterinário não é descartada, tendo em vista que fatores específicos da rotina e até do temperamento do seu cãozinho podem influenciar diretamente em seu comportamento, tornando uma consulta um fator importante para o diagnóstico e tratamento personalizado.

Como reduzir o estresse animal no dia a dia?

O RioMar Recife realizou um bate-papo com o veterinário João Marcelo Figueiredo sobre estresse e ansiedade entre os cães. João atua nos eventos realizados no PetMar, um parque voltado para os cães localizado no estacionamento externo, próximo a Diagmax. Ele explica para fica sempre atento aos sinais sutis que os cães apresentam ao conviver e brincar no espaço e sempre procura orientar os tutores sobre cuidados e ações preventivas a serem tomadas.

Close-up de um Shih-tzu cinza e branco deitado em um banco de madeira, com a língua para fora e expressão feliz.
Close-up de um Shih-tzu cinza e branco deitado em um banco de madeira, com a língua para fora e expressão feliz. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife

Durante a conversa, João relata ainda que alguns cães não estão acostumados desde cedo a frequentar uma praça ou parque com outros animais e esse fator pode deixá-los extremamente animados, o que ocasiona em consequências maléficas para o animalzinho. “Nesse momento de animação extrema, o dono tem que ter o pulso firme para poder controlar o animal. Porque muitos deles se animam tanto que termina acontecendo acidentes, como as mordeduras.”

Entre os sinais de animação extrema, o veterinário alerta para observar se o animal está com o olho bem arregalado, a respiração muito intensa, desorientado e emitindo sons como latido. “É nessa hora que você tem que ter calma, pegar e controlar o cão com a imposição de voz para saber controlar o animal.”

Close-up de uma Shih-tzu fêmea usando um vestido rosa e lacinhos verdes na cabeça, parada sobre uma plataforma de madeira.
Close-up de uma Shih-tzu fêmea usando um vestido rosa e lacinhos verdes na cabeça, parada sobre uma plataforma de madeira. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife

O estresse térmico é outro ponto de alerta que o veterinário destaca. Então, é importante conhecer o biotipo do seu cão e deixá-lo ainda mais confortável com a hidratação e temperatura adequada, além de observar sinais de dificuldade respiratória e excesso de saliva.

“Outra situação também que a gente sempre fica de olho é o estresse térmico. Alguns cães, como os braquicefálicos da raça pug e Shih Tzus, não conseguem fazer uma troca respiratória digna e que mantém a boa temperatura. Então, os estresse térmico aumenta o ritmo cardíaco, a dificuldade respiratória, podendo ter como consequência até um desmaio. Então a gente fica sempre olhando. E quando vejo um animal que está muito animado, babando muito, a gente pede para aspergir um pouco de água fria na boca, colocá-lo em um local mais frio e colocar uma toalhinha com água um pouquinho fria no abdômen para fazer a queda da temperatura.”

O veterinário sinaliza ainda que o estresse térmico quando não tratado e negligenciado pode ocasionar em uma parada cardíaca. Por isso, é de suma importância monitorar seu pet e ficar em alerta aos sinais que ele pode dar.

Ansiedade: 3 ações para auxiliar o pet ansioso

Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Um homem de costas corre ao lado de um cão Shetland Sheepdog cinza e branco, que sobe uma rampa de madeira em um parque canino. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Um cão Shetland Sheepdog cinza e branco salta sobre um obstáculo de madeira (barra horizontal) em um gramado ao ar livre. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
O cão Shetland Sheepdog passa por baixo de uma estrutura de madeira, enquanto um homem estende a mão para orientá-lo no exercício. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Vista lateral do cão saltando um pequeno obstáculo de madeira, acompanhado pelo homem que corre ao seu lado no gramado. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife

Como uma forma de alerta, o veterinário João relatou três sinais que fogem da ansiedade, tida como normal, para o pet em um passeio. Confira:

  • 1º ação para auxiliar o pet ansioso

O primeiro indício de ansiedade pet é o comportamental. É possível ver que seu cão fica muito eufórico, não controla e, às vezes, não escuta nem o próprio tutor. Então você já começa a ver. Começa com tremores e rigidez, porque ele fica muito animado e também começa a babar excessivamente. É neste momento que você deve tentar levar seu pet para um lugar mais calmo e tentar acalmá-lo.

Se não conseguir, então você deve tirá-lo do passeio e levar para casa para deixá-lo relaxar um pouco.

  • 2ª forma de combater a ansiedade pet

Existe também o trabalho de correções psicossociais com adestradores para poder condicionar esse animal a ter um passeio tranquilo. Isso porque muitos pets não estão acostumados com esse excesso de informações.

Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
No plano de fundo, a Shih-tzu de vestido rosa é observada de perto por um Golden Retriever em uma área pavimentada do parque. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife
Três cães (um Shih-tzu cinza, a Shih-tzu de rosa e o Golden Retriever) se cheiram e interagem em um momento de socialização. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife

Quando um cão chega em uma praça tem um excesso de cheiro, são vários animais e o pet termina ficando muito animado. Então existem correções que podem ser feitas para isso, que é um tipo de educação.

  • 3ª maneira de ansiedade a ser combatida

Outro sinal de ansiedade é quando os animais começam a se lamber no mesmo local. A dermatite por lambedura é quando o pet começa a lamber em pontos do seu corpo até criar feridas. Isso geralmente é por estresse, por falta de gastar sua energia.

Esse comportamento é muito comum em raças mais esportivas, como o border collie. Então, o tutor precisa gastar essa energia do pet. Algumas das formas de gastar essa energia é levá-lo em um circuito agility, como o do PetMar, além de passear por ruas e praças.

O que fazer com o cão ansioso na rotina

Um cão de pelagem branca com uma grande mancha preta nas costas corre em direção a uma área de areia com brinquedos de madeira.
Um cão de pelagem branca com uma grande mancha preta nas costas corre em direção a uma área de areia com brinquedos de madeira. - Foto: Arnaldo Carvalho/RioMar Recife

O dia a dia em casa é uma rotina muito parada e o cão não consegue ativar todos os seus sentidos. Então, é recomendado aquele passeio pela manhã, pelo menos 30 minutos. No passeio o cachorro desenvolve o seu faro e conhece novos cheiros, além de, claro, gastar sua energia. Outro bom horário para passeio é no final da tarde, após 17h, quando o sol está ameno e a temperatura torna-se agradável para o seu pet.